
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Saindo do armário

quarta-feira, 31 de outubro de 2007
A marca da forca - Papo cabeça num filme de faroeste!

Sendo assim, escolhi escrever um texto sobre algum filme estrelado por Clint Eastwood, pois além de ser um grande ator, seus filmes (com raríssimas excessões) não utiliza a velha trama de western: o índio é o vilão que impede o progresso americano, sendo justificada assim a sua dizimação.
Vamos deixar de enrolação e falemos do filme!
"A marca da forca" foi o primeiro filme de western americano atuado por Eastwood, mas este já possuia o status de "estrela do faroeste" por sua atuação em "três homens em conflito", clássico dirigido pelo italiano Sérgio Leone. De fato, nosso mocinho não frustrou as espectativas dos produtores americanos; sua atuação foi bastante convincente, o que proporcionou varias outras produções na terra de Tio Sam.
O filme conta a história de Jed Cooper (Eastwood) um criador de gado que é confundido com um ladrão e assassino pelo grupo do corrupto capitão Wilson (Ed Begley). Cooper é espancado, crivado de balas e enforcado, mas por incrivel que pareça ele conseguiu sobreviver! Alindo-se a um juiz da cidade onde aconteciam todos os julgamentos da região, Cooper se torna Ranger e sai a procura daqueles que cometeram esta injustiça.
Deste western, que possui um fómula tão simples, podemos retirar algumas discussões a respeito do papel da justiça da época (como também do atual momento); além de um longo debate acerca da pena de morte, já que o herói em questão era totalmente contra a aplicação da pena capital até mesmo naqueles que um dia foram os seus carrascos, genrando fortes diálogos entre Cooper e o implacável juíz que nunca abria mão de ver os seus reús balançando numa corda.
Sinceramente nem eu, como grande fã deste gênero, esperava encontrar neste filme uma discussão tão polêmica, profunda e atual como esta. Além de expor o modo em que as mortes dos condenados eram banalizadas; mulheres e crianças iam para a praça pública assistir as execussões como se fossem simples peças teatrais.
Por fim, convido os nosso amigos blogueiros a ampliar as suas percepções sobre os Westerns, e quebrarem também um pouco do preconceito que este estilo tanto sofre.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Um dia de cao, sua simplicidade estetica e sua complexidade...
Seria um breve assalto sem compromisso. O interesse nao era machucar ninguem, mas sim ganhar dinheiro, encher o bolso de grana. Os tres homens vao ate o banco roubar, tudo esta planejado, mas um abandona-os, sem que se saiba o porque. Sem problemas, as personagens de Al pacino e John Cazale fazem o que tem de fazer e rendem as pessoas do banco. A verdade e que tudo da errado e a policia cerca a area do banco. Logo a imprensa esta cobrindo todo o fato e num piscar de olhos todos ja sabem de quem se trata o agora famoso assassino. Nesse momento percebemos uma grande tranquilidade na personalidade do protagonista (este filme retrata fatos reais, portanto, estamos falamos da personalidade do bandido), que so descobririamos futuramente o porque. Nesse clima de que esta tudo bem causado pelos bandidos, uma certa relacao de amizade e criada entre os refens e os bandidos, de forma que tudo fica mais complicado para a policia fazer uma negociacao ou tentar uma equivocada manobra de resgate. Percebemos no decorrer da pelicula muitas criticas as instituicoes americanas, sejam elas no plano do institucional ou do pensamento. A policia parece ser vista como a verdadeira culpada, a vilania passa para o lado dos policiais, quando o bandido se manifesta sobre abusos de poder e conquista a confianca e o carisma do publico dos arredores.


segunda-feira, 11 de junho de 2007
Cidade Baixa
Perguntei-me: por que só vi este filme agora? Confesso que temi ser mais um filme brasileiro com velhos clichês, como a visão sobre a pobreza ou mais um romance urbano cheio de dramas. Vi que não era nada disso. Logo de inicio nos vemos em um “botequim” sujo e cheio de bêbados, sendo este o cenário onde os protagonistas se conhecem. Rapidamente somos introduzidos ao estilo de vida da personagem da ótima atriz Alice Braga.
Em seguida vem uma das cenas que mais me deixou inquieto: a rinha de galos. Logo depois esta cena confirma-se enquanto metáfora no momento em que o personagem de Wagner Moura é esfaqueado. Existe aí uma profunda comparação entre homem e animal, como o homem às vezes tem que conquistar algo através da briga ou apenas tentar marcar o seu espaço como é mostrado na cena final do filme, onde os protagonistas se agridem motivados pelo amor de uma prostituta. Aliás, esta ultima cena abre espaço para outra discussão, a banalização da violência. Os moradores da rua onde os personagens se digladiam observam com grande naturalidade este fato.
Alice Braga merece também grande destaque por ter exprimido tão bem a realidade de uma prostituta, desmistificando todo o glamour que é erroneamente atribuído a esta profissão através de novelas e alguns péssimos filmes.
Falando da parte técnica, a fotografia foi impecável (um recurso em que o Brasil mostra qualidade para americano nenhum botar defeito), sufocante quando necessário e suave em raros momentos. De inicio a montagem foi confusa, mas aos poucos nos moldamos a maneira de como o filme é apresentado.
Cidade baixa é um filme forte e inquietante, e com certeza merece um lugar de destaque no rol de bons filmes brasileiros.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
O segredo de Vera Drake

Mas fica a dúvida: Seria só por caridade mesmo tal ato?
segunda-feira, 9 de abril de 2007
O Pianista
O filme O Pianista (The Pianist) foi lançado em 2002 e é uma produção do cineasta Roman Polanski. A história é baseada na autobiografia de Wladyslaw Szpilman (1911-2000), um dos 400 mil judeus que viviam em Varsóvia e que foram sumariamente massacrados quando a Alemanha invadiu a Polônia, em 1939. Szpilman, aclamado instrumentista da Rádio Nacional, assistiu ao confinamento de sua família e dos seus pares poloneses no chamado "Gueto" da cidade, sofreu diante das normas racistas impostas pelo exército nazista, escapou do conseqüente extermínio e sobreviveu como um moribundo nos escombros da cidade até o final da II Guerra Mundial, em 1945.
Polanski nasceu em Paris, mas, descendente de poloneses, mudou-se com os pais para Varsóvia aos dois anos de idade, em 1935. Ali, no meio da guerra, assistiu à morte da mãe e da irmã e, com certeza ficou com as imagens do extremismo marcadas na memória.
É interessante mencionar que muitas das passagens vistas no filme, de certa forma, fizeram parte da vida de Polanski. A cena em que o pai de Szpilman recebe a ordem de um oficial nazista para andar na sarjeta, ao invés da calçada, e acaba surrado, aconteceu com o pai do diretor, segundo foi noticiado na época em sites e revistas.
Passivo ao extremo, o pianista não é um herói na acepção habitual da palavra, já que sua postura frente às dificuldades jamais é a de alguém disposto a lutar por seus ideais ou mesmo por sua vida: durante toda a duração do filme, Szpilman é conduzido de um lado a outro de Varsóvia por amigos e aliados, mas jamais questiona os planos que lhe são apresentados. Aliás, a impressão é a de que o sujeito se mantém vivo mais por inércia do que por persistência: ao ficar preso por duas semanas em um apartamento sem comida, por exemplo, ele sequer tenta encontrar uma saída para o problema, limitando-se a deitar em um sofá e agonizar até que alguém venha ajudá-lo.
Sem se preocupar em criar momentos melodramáticos para arrancar lágrimas do espectador, O Pianista é um filme triste sem que, para isso, precise ser emocionante. A tristeza provocada por esta história não vem de momentos artificialmente criados através da utilização da trilha sonora ou de discursos cuidadosamente escritos, mas sim da constatação assustadora de que os seres humanos são capazes de realizar atrocidades inimagináveis – e o fato do protagonista desta produção ser um pianista somente contribui para salientar este fato, já que estabelece um forte contraste entre a beleza criativa das Artes e a monstruosidade insana da Guerra.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Um estranho no ninho, uma estranha sensação

quinta-feira, 15 de março de 2007
Trailler de "A Vida dos Outros"
Para quem quer saber mais deste filme, clica aí no link e dá uma olhadinha no trailler.A VIDA DOS OUTROS (2006)

A casa de Dreyman agora é vigiada por arapongas. Gerd Wiesler (Ulrich Mühe) é o espião, conhecido pela audácia com que fazia seu trabalho. Porém, dessa vez foi diferente. A cada dia que se passava, Gerd admitia que a Segurança Nacional estava cometendo um grande erro. As provas que poderiam acusar o diretor Dreyman são retiradas pelo espião. Wiesler ou HGW XX/7 se torna um mediador do caso. Dele dependia a inocência do diretor.
Em poucos momentos a trilha sonora se torna cativante e, acompanha a dramaticidade do filme, a montagem se torna linear, as vezes cansativa, mas o final vale a pena conferir. Ainda bem que este período já se passou, porque se dependesse desta minha crítica, lá por essas horas já estaria preso.
segunda-feira, 12 de março de 2007
21 anos de Platoon

Este ano,um dos melhores filmes de guerra do cinema completa 21 anos e, há 20 ganhava os principais prêmios de cimema: Oscars, Globo de Ouro e Urso de Prata (Melhor diretor).
Filme que retrata a guerra do vietnã, na ótica do jovem recruta Chris Taylor(Charlie Sheen), Platoon tem como diferencial, em relação a grande maioria dos filmes de guerra, a não utilização de "americanismos". O filme não se preocupa em mostrar uma batalha do bem contra o mal, mas sim expor sem nenhum pudor, o lado cruel e desumano da guerra. Além de fazer uma pesada crítica ao sistema de classes - tanto econômicas quanto hierárquicas - dentro do exército.
Ser escrito e dirigido por um ex-combatente no Vietnã (Oliver Stone), contribuiu para que a película adquirisse um caráter verdadeiro e imparcial.
Este foi um dos filmes mais lucrativos de Stone, arrecardando só nas salas americanas U$137 milhões, tendo custado apenas U$ 6 milhões.
domingo, 11 de março de 2007
Babel

sábado, 10 de março de 2007
PEQUENA MISS SUNSHINE

O problema é que ela não está nos padrões de beleza para ganhar o concurso, exibindo com classe um estereotipo nada atraente, com seus óculos “fundos de garrafa” e “barriguinha” resultado de uma garota que adora sorvete. Mas nesta falta de sorte, ela não se encontra sozinha. Convive com pessoas sinistras e complicadas no seu dia-a-dia. Seu pai, nada contraditório, é um frustrado na vida que vive dizendo a todos que é um vencedor. Seu avô é um dependente químico expulso da casa de repouso. Seu tio um homossexual revoltado que tentou suicidar-se por ver seu “namorado” o trocando por outro. Seu irmão é um amante de Nietzche que fez um voto de silêncio por 9 meses para passar no concurso e ser um piloto da Força Aérea. Mas descobre por ironia do destino que é daltônico. Sua mãe, pobre coitada, vive perturbada tentando driblar seu possível divórcio e organizar uma família um pouco fora dos padrões normais.
Até aqui, tudo bem. Agora imagine todo este pessoal esquisito preso numa Kombi que, só “pega” na terceira marcha, viajando em busca do sonho desta pequenina. Já dá para adivinhar no que vai desenrolar por aí! Apesar de ficar indignado com a eleição política do Oscar para Alan Arkin como melhor ator coadjuvante, merecendo Djimon Hounson em “Diamante de Sangue”, o filme mexe bem a questão moral dos americanos levantando pequenas críticas a certos conceitos éticos-sociais que eles tanto declaram que tem, como: família estruturada, sucesso profissional e beleza.
Pequena Miss Sunshine é um grande filme para quem quer se divertir e reunir toda a família em casa no sábado à tarde. Só espero que eles, também, não sejam tão estranhos assim. Tenho certeza que não.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Closer - Perto demais

Os rituais, expectativas e tabus que regulam a vida emocional humana marcam presença nesta película. Por vezes de forma atroz, outras vezes de forma sarcasticamente engraçada e ainda outras tantas de forma vulgarmente apropriada. “Closer” é também um olhar provocador sobre o impacto da verdade e da mentira.
O material é forte e mordaz. Num ponto de vista físico, o filme não é violento, mas num plano emocional é absolutamente brutal. A qualidade emocional que “Closer” procura apresentar é poderosa e perturbadora. Nichols mostra de forma cruel mas verdadeira, o comportamento da maior parte da Humanidade. O ser humano regrediu e não passa de uma alma pútrida que se alimenta física e emocionalmente de outrem. Atua como um vírus que suga tudo o que lhe convém e quando esgota os recursos que procura na sua vítima, parte despreocupadamente para outro ser. A palavra amor tornou-se banal. A palavra “amo-te” é proferida por incautas bocas, que na realidade apenas vivem frívolas paixões. O filme enfatiza como o homem e a mulher se usam mutuamente como simples objetos sexuais. As personagens nunca emergem acima da sua libido. Das relações urbanas.
“Closer” é portador de uma representação soberba (Clive Owen), a fotografia capta maravilhosamente as emoções expressas nos rostos das personagens e o fato do filme fugir do convencionalismo cor-de-rosa dos filmes românticos de Hollywood é de salutar.
Existe imensa pornografia na linguagem e nem um flash de magia romântica. Até o momento em que Dan conhece Alice parece um anúncio publicitário de perfume. O sexo é usado como uma ferramenta nas lutas de poder e apesar da palavra “amor” ser mencionada algumas vezes, a sua colocação neste filme é forçada, pois as efémeras emoções não adquirem a harmonia ou transcendência do “Amor”.
Em “Closer” as relações permanecem enquanto satisfazem as partes. São relacionamentos nos quais se entra apenas pelo que cada um pode ganhar e se permanece apenas enquanto ambas as partes imaginam que estão proporcionando satisfações suficientes para permanecerem nas relações. Viver juntos é “por causa de” e não “a fim de”. É um filme para ver e rever, estando ou não amando.



