segunda-feira, 3 de novembro de 2008
"Dadinho o caral***...
... meu nome agora é Coringa", isso mesmo C-O-R-I-N-G-A!
A brincadeira com uma das frases mais famosa de Cidade de Deus se deve pelo fato de JOKER (também conhecida como a HQ do Coringa), a mais recente graphic novel da DC traz uma cena que relembra e, de certa forma faz uma homenagem ao filme do Fernando Meirelles. E pior que ficou legal, saca só:
JOKER tem roteiros de Brian Azzarello (100 Balas) e desenhos de Lee Bermejo.
Aqui tem um texto interessante sobre tais "homenagens" ou plágios!
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Garganta Profunda celestial

O filme custou US$ 25 mil e rendeu mais de US$ 600 milhões. Fez tanto barulho que teve até influência política: Garganta Profunda foi como os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein chamaram seu informante nas matérias sobre o escândalo Watergate.
Damiano dirigiu mais de 50 produções pornô - entre elas, outro clássico do gênero: O Diabo na Carne de Miss Jones (1973). O restante de sua produção é descrita como nada digno de nota, mas Garganta Profunda segue fazendo barulho: este mês entrou na lista dos cem filmes mais importantes do cinema, segundo a revista Radio Times.
Em 2005 passou por aqui, em alguns festivais de cinema, o documentário Por dentro da Garganta Profunda que busca ser um retrato fiel do que ocorreu na política e sociedade americana após o lançamento de Garganta Profunda na década de 70.
Que desejar ver os quatro minutos mais comportados de "Garganta Profunda" basta clicar.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Doces
Por essa, nem eu mesmo esperava!
Já imaginou aqueles monstrinhos "fofos" do Gremlins participando de "O Exorcista" ou "Batman", por exemplo? Não, né?
O negócio é que um tal de Sacha Feiner resolveu fazer essa brincadeira e, particularmente, achei bem legal. Quer ver? Clica aqui pois vale a pena dar uma olhada!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Saindo do armário

quarta-feira, 21 de maio de 2008
Mais do mesmo
No sábado passado, bebendo com alguns amigos, um falou: "Pô, essa hora o José Saramago deve estar vendo a versão de 'Ensaio sobre a Cegueira' com o Meireles." E eu retruquei: "Bah! Dane-se o que Saramago achar do filme. O importante é você, eu, ele gostar." E a conversa acabou por ali.
Sei que fui grosso e, vendo esse vídeo agora, me senti mais culpado ainda.
Mas depois, vendo esse artigo do Meireles, que foi publicado pela Ilustrada, vi que não preciso me sentir tão "culpado" assim e, não importa o que os outros acham ou deixam de achar, devemos continuar fazendo nosso trabalho. “É isso que faço sempre”, diz Saramago no artigo.
Por Fernando Meirelles
Depois de uma semana que pareceu uma verdadeira montanha russa emocional, saí de Cannes no sábado e fui para Lisboa mostrar o filme “Ensaio sobre a Cegueira” para o autor da história, José Saramago.
Por meses, antecipei o quanto a sessão me deixaria ansioso _e não estava errado.
Infelizmente, o cine São Jorge, que nos foi reservado, não tinha projeção digital, então foi improvisado um sistema para passarmos nossa fita. Pensei em desistir de mostrar o filme ao ver um teste da projeção, mas o escritor já estava na sala de espera e, em respeito ao compromisso, achei melhor ir em frente.
Sentei-me ao seu lado, expliquei aos poucos amigos presentes que só havia legendas em francês e começamos a ver o filme. Sofri cada vez que uma imagem não aparecia ou que uma música mal soava. Ele assistiu ao filme todo mudo e sem reação nenhuma.
Ao final da sessão, quando os créditos começaram a subir, sua mulher, Pilar, debruçou-se sobre Saramago e me agradeceu, emocionada. Silêncio ao meu lado. Antes de terminar os créditos principais, as luzes do cinema foram acesas, eu ousei olhar para o lado e vi que ele fitava a tela sem reação, como se estivesse interessado no nome dos assistentes de cenografia que passavam.
Deu tudo errado, pensei. Toquei seu braço levemente e lhe falei que ele não precisava comentar nada naquele momento, mas, então, com uma voz embargada, ele me disse, pausadamente: “Fernando, eu me sinto tão feliz hoje, ao terminar de ver este filme, como quando acabei de escrever ‘O Ensaio sobre a Cegueira’”.
Apenas agradeci e ficamos ali quietos. Dois marmanjos segurando as próprias lágrimas em silêncio. Ele passou a mão nos olhos, disfarçando a sua.Pensei no meu pai. Emoção sólida, dessas que se pode cortar em fatias com uma faca. Num impulso, beijei sua testa. Na conversa e no jantar que se seguiram, ele disse que não considera o filme um espelho de seu trabalho e que nem poderia ser assim, pois cada pessoa tem uma sensibilidade diferente.
Disse ter gostado da experiência de ver algo que conhecia, mas que, ao mesmo tempo, não conhecia. Falou que o filme não era perfeito, mas que nunca havia assistido a um filme perfeito. Comentou algumas imagens que o emocionaram especialmente e disse ter achado o nosso Cão das Lágrimas muito doce; preferia que fosse mais agressivo.
Quando lhe contei sobre as críticas favoráveis e contrárias ao filme em Cannes, incluindo a da Folha, ele imediatamente lembrou e recontou aquela historinha do velho que vem puxando um burro montado por uma criança.
Um passante vê aquilo e acha absurdo a criança estar montada enquanto um velho caminha, então eles invertem a posição. Outro passante cruza com o grupo e reclama da situação: “Como um adulto deixa uma criança a pé enquanto vai confortavelmente montado?”. Então, os dois montam no burro, mas alguém acha aquilo uma crueldade com um animal tão pequeno.
Finalmente, resolvem ambos carregar o burro nas costas, até que outro passante observa como são estúpidos por carregar o animal. E, enfim, o velho decide voltar para a primeira situação e parar de dar importância ao que dizem.
“É isso que faço sempre”, concluiu o escritor.
Acabo de deixar José Saramago e sua mulher no Ministério da Cultura de Portugal, onde está sendo exibida uma retrospectiva de seu trabalho e sua vida.
Houve uma pequena coletiva de imprensa ali, depois de visitarmos juntos a exposição. Meu filminho de menos de duas horas me pareceu muito insignificante ao ser colocado ao lado daquela obra de uma vida inteira.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Paranoid Park

Não há moralidade no filme de Gus Van Sant. Há apenas redenção e esta não se encontra explicita!
História do filme:
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Ah! o sistema...
Recentemente estava vendo o clipe Declare Independence da Björk (clipe muito bom por sinal, com direção do ótimo Michel Gondry) e lembrei de A GAROTA DA FÁBRICA DE FÓSFOROS(The Match Factory Girl) de Aki Kaurismäki, não sei exatamente o que me fez fazer a conexão, mas há algo em comum entre os dois trabalhos. Possivelmente foi o que fica explicito nos clipe e no filme: como nos deixamos escravizar pelo sistema que, muitas vezes é injusto e nos faz cometer determinadas ações não muito agradáveis.
A Garota da fábrica de fósforos tem uma história simples, uma operária que vive com família e passa o tempo fora da fábrica, cozinhando para os seus pais, lendo romances e tentando encontrar um namorado. Até ai tudo bem se o filme não fosse de Kaurismäki que, mesmo sendo um dos primeiros trabalhos, mostra o quanto encenamos a felicidade numa sociedade que vive, quase sempre, num simulacro. E aos poucos ele vai mostrando, nos quase silenciosos personagens do filme a pobreza da vida. Mas o filme não chega a ser amargo, como alguns do Lars vön Trier (vide Dogville ou Manderlay, por exemplo).
Ao contrário dos personagens do clipe da Björk, algo faz Íris (Kati Outinen) a tal garota da fábrica de fósforos, silenciosamente, se rebelar. Ela, ao contrário do que se pensa, não é uma máquina. Prestem atenção as primeiras cenas do filme, onde são mostradas as máquinas que produzem os fósforos e a dimensão da sala onde fica a personagem, sozinha e deslocada. Uma ótima metáfora!
terça-feira, 18 de março de 2008
Até tu Minghella?
Há uma onda de diretores que resolveram partir dessa para uma melhor... Hoje foi o diretor britânico Anthony Minghella que morreu aos 54 anos.Minghella faleceu devido uma série de complicações médicas que surgiram com o tratamento de um câncer nas amígdalas.Vencedor do Oscar em por melhor direção de O Paciente Inglês Minghella foi bastante elogiado pela direção de O Talentoso Mr. Ripley (com Matt Damon, Gwyneth Paltrow e Jude Law) e dirigiu a Nicole Kidman em Cold Mountain. No ano passado, foi lançado Invasão de Domicílio (com Juliete Binoche e Jude Law) drama interessante, mas que foi recebido de forma fria pela crítica e pelo público.
Seu trabalho mais recente é uma adaptação de uma obra de Alexander McCall Smith chamada The Number 1 Ladies Detective Agency e estava previsto para estrear nesta semana na BBC.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
O ano em que meus pais saíram de férias
Por: Mob CranbA película surpreende pela direção segura, pela fotografia e pela atuação dos atores mirins: Mauro (Michel Joelsas) e Hanna (Daniela Piepszyk) que, muitas vezes, estão bem melhores que os atores mais carimbados. Com exceção, é claro, do saudoso Paulo Autran (Mótel) que, mesmo com uma pequena participação e sem nenhuma fala, ele simplesmente mostra o que é atuar. O filme conta ainda com a participação de Caio Blat (Ítalo), Simone Spoladore (Bia) e Eduardo Moreira (Daniel).
Mas voltando ao filme de nome extenso, “O ano em que meus pais saíram de férias” conta, com sensibilidade e graça, a história de um menino que teve que se adaptar as circunstâncias políticas sem que nem menos soubesse o que estava acontecendo ao seu redor.
A utilização do futebol e da Copa do Mundo ocorrida no México como pano de fundo da história nos permite perceber que o esporte foi usado politicamente pelos governos militares, em especial, para desviar a atenção dos graves problemas nacionais, neste caso: a censura, a tortura pela qual muitas pessoas passaram, o desaparecimento de outros, etc.
Pensando nisso é que temos que refletir sobre as repercussões políticas sofridas a mandando da ditadura para a vida das pessoas e, em especial, das crianças. Qual foi o preço pago? É possível avaliar os prejuízos?
“O ano em que meus pais saíram de férias” foi o filme selecionado pelo Brasil para receber a possível indicação ao Oscar 2008. Tal escolha causou um certo barulho, pois muitos queriam que o indicado fosse “Tropa de Elite”. Todavia, a comissão brasileira acabou sendo esperta, indicando um filme que tem uma criança como personagem principal a ponto de tocar o coração dos que escolhem os filmes estrangeiros. Sinceramente não acho um dos melhores filmes e, muitas vezes, acho um filme bom, mas frio. Mas, vamos esperar o resultado.





