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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sozinho contra todos (Gaspar Noé)

Por Gustavo Madruga

Há muito tempo um filme não me deixava tão angustiado. Aliás, a angústia é a regente principal deste ótimo filme, a solidão humana é exposta de maneira muito peculiar tendo como cenário um subúrbio imundo de Paris. SEUL CONTRE TOUS (Sozinho contra todos) é a continuação do média metragem CARNE do diretor GASPAR NOÉ - no longa a história é rememorada, quem não viu o média não ficará voando - que faz uma mistura de INCESTO, ABORTO, SEXO, VIOLÊNCIA, SOLIDÃO e outros elementos tão semelhantes e tão díspares que seria impossível listá-los.

Quem conhece o diretor através do filme Irreversível pode esperar semelhanças, mas estas só aparecem na parte estética com uma fotografia onde predominam os tons amarelados; e na jornada dos personagens principais: em Irreversível a busca pela vingança, em SEUL CONTRE TOUS a busca pela sobrevivência num mundo podre, onde todos estão sozinhos contra todos(!).

O filme conta a história do Açougueiro (Philippe Nahon) que cria sozinho uma filha com problemas mentais. Ele vive tendo tentações a respeito do corpo em formação da garota, deixando um clima de coflito interno toda vez que pai e filha interagem. Ao pensar injustamente que a filha foi violentada por um trabalhador da construção civil, o Açougueiro retalha o rosto do inocente e vai parar na cadeia. Para conseguir a liberdade acaba perdendo tudo, inclusive a filha.

Vale muito conferir esta obra prima do polêmico diretor Gaspar Noé, que faz questão ao longo de sua filmografia expor os limites sentimentais humanos.

FRASES MARCANTES:
"viver é um ato egoísta"
"Sobreviver é uma questão de genética"
"Nós nascemos sozinhos vivemos sozinhos e moremos sozinhos(...)Até quando fodemos estamos sozinhos".

CURIOSIDADE:
personagem do açougueiro aparece logo no início do filme Irreversível num fétido quarto de hotel vagabundo dizendo que "O tempo destrói tudo".

quarta-feira, 16 de julho de 2008

EL CID: Um Épico "Charltiano".


POR GUSTAVO MADRUGA

O épico dirigido por Anthony Mann é uma releitura cinematográfica do mito criado em torno do cavaleiro Rodrigo Díaz de Vivar (Charlton Heston), apelidado por alguns Mouros de “El Cid”(o senhor). O herói espanhol nascido em Burgos e morto em Valência no ano de 1099 é o protótipo ideal de cavaleiro do século XI. Seus códigos morais e ideais de fidelidade são bastante explorados pelo filme, assim como o cotidiano desses nobres e seus rituais de defesa da honra.

Tudo se inicia quando Rodrigo liberta cinco mouros capturados em uma batalha, com isso o herói é acusado de traição por parte dos seus conterrâneos de Castela, mas por outro lado, ele adquire um grande respeito de alguns mulçumanos das camadas mais elevadas. Seu laço estreito com alguns mouros propiciou num momento delicado de sua vida uma aliança com Al-Muqtadir, soberano de Zaragoza, mas este logo veio a falecer, sendo substituído por seu filho Al-Mutamin que também se manteve aliado de Rodrigo. Vale ressaltar que mesmo servindo a cristãos e mulçumanos, Rodrigo Díaz de Vivar não quebrou o código de lealdade dos cavaleiros, apenas tinha um grande tino diplomático. A partir destes eventos se desenrola toda a trama envolvendo os critãos e mulçumanos no filme.

O filme em si é bem o estilo Charlton Herston: épico com grandes turbilhões e batalhas fomentadas pela religião. Não tenho muito o que falar da pelicula em si, mas vamos lá. No quesito direção Mann se manteve "na dele" fez o "feijão com arroz" do estilo. Há uma grandiosidade exposta através dos cenários e locações externas, pena que estas presenciaram mornas batalhas. Sophia Loren se encarrega em dar beleza, graciosidade e delicadeza ao filme ao interpretar a mocinha. Basicamente é isto, vapt e vupt!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Exposição Star Wars

POR GUSTAVO MADRUGA

Fui o membro escolhido para ir a São Paulo visitar a exposição STAR WARS e relatá-la de maneira sintática neste humilde blog.

EPISÓDIO I: A descida do porão das artes e a entrada na exposição.

Ao descer rampa que dá acesso ao porão das artes, a expectativa começa a invadir o meu corpo de jedi (kkk). Quando entrei e escutei a trilha sonora, que é uma das mais marcantes do cinema, fiquei eufórico, agi como criança em loja de brinquedos. Vi toda a cronologia da série exposta de maneira muito legal na parede, além de robôs e naves do tamanho de um "comandos em ação". O ponto alto foi ver um "storm trupper" caminhado por todo o saguão.

EPISÓDIO II: Vagando pela exposição.

A exposição é composta por mais de 200 itens utilizados nos seis filmes da série: fantasias, naves, maquetes, story boards, sabres de luz e etc. Fica difícil descrever de maneira confortavel aqui no blog os detalhes desta exposição, mas de maneira sintética dou a dica: as melhores peças são a roupa de Chewbacca, as naves, e o local dedicado ao Lord Darth Vander.

PONTO NEGATIVOS: Preço dos ingressos (30 reais); Preço dos brindes (Um chaveiro que custa em média 6 reais estava sendo vendido por 12 reais!!!).

Star Wars Brasil
Local: Porão das Artes, Parque do Ibirapuera, São Paulo
Aberto: de segunda a domingo (5 de março a 29 de junho)
Horário: das 9 às 22 horas (bilheteria até as 21 horas)
Ingresso: R$ 30
Hora marcada: R$ 40 (com tolerância de 15 minutos de atraso)
Tempo estimado de visitação: 1h30

segunda-feira, 3 de março de 2008

Balanço Fevereiro

Por.: Flávio André, Gustavo Madruga e André Ourix (Esperando Mob Cramb)
.
FLÁVIO ANDRÉ:

Aí vai a relação dos filmes vistos durante o mês de Fevereiro por mim. Acho que os meus colegas de blog irão fazer o mesmo...
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ROCKY BALBOA - Quem disse que ele é eterno? Fechou a temporada do grande lutador Balboa em grande estilo.
NOTA.: 8,0
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O ILUSIONISTA - Bem... o final não iludiu muita gente, no entanto, achei "meio criativo".
NOTA.: 8,0
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O HOMEM QUE SABIA DEMAIS - Pérola do mestre Hitchcock. Ainda bem que Hitchock regravou em 1954 esse filme, porque esta primeira versão ficou a desejar.
NOTA.: 4,0
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UM GOLPE À ITALIANA - Os carros tem vida? Acho que foi a primeira perseguição de carros bem feita na história do cinema. Com certeza um dos melhores filmes da década de 60.
NOTA.: 9,0
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EU SOU A LENDA - Vai virar lenda de "bixo papão". Já falei desse filme e, ao darem uma olhada no meu post sobre ele, perceberam porque não vou me prolongar aqui.
NOTA.: 6,0
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A ÚLTIMA LEGIÃO - Mais um no rol. Na luta de fazer um filme voltado só e somente só para a "história da excalibur" (pelo qual achei a idéia brilhante), ficou a desejar a desenvoltura. Um filme no rol dos "filmes normais" ou "assistíveis".
NOTA.: 5,5
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CREPÚSCULO DOS DEUSES - O que é Hollywood? Para entender essa complexa engrenagem nada mais nada menos do que penetrar na mente dessa obra magnífica onde Wilder pretende demonstrar o crepúsculo dos deuses do cinema mudo, mas acaba deixando um legado sobre os bastidores da máquina maligna hollywodiana.
NOTA.: 10,0
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OS INTOCÁVEIS - Quem os tocará? Excitante, brilhante, simplesmente: intocável. Robert de Niro numa das suas maiores atuações.
NOTA.: 9,5
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AMARELO MANGA - Cláudio Assis = Polêmico. Problema detectado: forte demais. Acho que por isso não gostei mais ainda.
NOTA.: 7,0
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Aula do mestre Chaplin. Os curtas:
CARLITOS NAS TRICHEIRAS - Dura crítica a 1 Guerra, comicidade em meio ao trágico.
NOTA.: 9,0
DIA DE PRAZER - Fez-me reafirmar o que penso: o cara era um gênio.
NOTA.: 8,5
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CIDADÃO KANE - "As pessoas pensam aquilo que eu quero que elas pensem". Seu nome é Charles Foster Kane. Sobre o filme: você acha que em uma frase dá?
NOTA.: 10,0
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Crucifiquem-me ou me coroem...






GUSTAVO MADRUGA:


O mês de fevereiro foi um pouco melhor que janeiro, o mês foi superior em quantidade e em qualidade. Destaco na lista os filmes Baixio das Bestas (Cláudio Assis); Onde os fracos não tem vez (irmãos Coen); e o média metragem Carne (Gaspar Noé).
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EXTERMÍNIO - Comparado a filmes do gênero é uma jóia! Uma Boa diversão
NOTA: 7,5
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RATATOUILLE - Ótima receita de animação!
NOTA: 8,5
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BAIXIO DAS BESTAS - Cláudio Assis continua forte...e eu adoro isso!!!
NOTA: 8,0
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Taboo 2
- Muito inferior em relação ao primeiro, acabou se tornando um filme pornô igual aos outros.
NOTA: 3,0
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O ASSASSINATO DA JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD - Brad Pitt maduro e Casey Affleck maravilhoso.
NOTA: 8,0
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SWEENEY TOD - Muitos clichês e músicas chatas, salva-se pelo ótimo visual.
NOTA: 6,5
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OS DONOS DA NOITE - Mark Walberg aparece pouco, um defeito do filme!
NOTA: 6,5
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IDENTIDADE BOURNE - O primeiro da trilgia, uma ação bem regular.
NOTA: 7,0
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A FÚRIA - Christian Slater está M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! A idéia do filme é ótima!
NOTA: 8,0
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ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ - Mereceu todos os Oscars, o final é perfeito!
NOTA: 9,0
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CIDADÃO KANE - Uma palavra: Rosebud.
NOTA: 10,0
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O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS - Bom filme nacional, foto grafia belíssima!
NOTA: 8,0
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CARNE - Média metragem de Gaspar Noé (Irreversível). Muito boa, 38 minutos bem gastos!
NOTA: 9,0










ANDRÉ OURIX:

Mês de poucos filmes, porém, alguns de excelentissima de qualidade, dentre eles, três oscarizáveis deste ano.

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Sweeney Todd -
Muito estardalhaço para pouca coisa... Uma delas, um belo visual, outra, grandes atuações... acho que só...
NOTA: 7,0
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Onde os fracos não tem vez- O filme é maravilhoso, e esse cara da foto é foda... filme de mensagens nas entrelihas que nos dialogos tomam o ponto alto... Sensacional.
NOTA: 8,5
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Conduta de risco- Uma trama bastante forte, densa, com muitos recursos primorosos, com um audio e trilha sonoras muito boas, alem de clooney bem na fita. mas não passa de normal.
NOTA: 7,5
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Juno- Eita filminho bom!!! Essa Diablo Cody esta de parabens por um dos melhores roteiros que ja vim. simples e maravilhoso. Ellen page tambem esta excepcional. filmes cotado para virar cult entre os jovens.

NOTA: 8,5

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Cidadão Kane- Esperei 67 anos, mas enfim assisti!!! Graças ao bom DEUS, o torrent existe e pudemos baixar essa maravilha da setima arte. O filme é inovador em todos os sentidos... ahh... vocês ja sabem disso. so uma palavra basta: PERFEIÇÃO.
NOTA: 10,0
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Fahrenheit 451-
Meu companheiro de Blog Flavio André adorou esse filme, fez ate resenha e tudo aqui, mas eu particularmente não gostei... Sei lá, achei o filme devagar e mal aproveitado.
NOTA: 6,5
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Amarelo manga- Cinema brasileiro em seu todo (claro, salvam-se as excessoes) realmente continua na mesma: os mesmos filmes da ditadura, os mesmos filmes sobre a seca, os mesmos filmes "cultuando" as mazelas dos miseraveis, como se tudo fosse bonito... Claro, é o chamado cinema "forte", mas ai é demais... saturei, cansei, me rendo, PEÇO PRA SAIR!!!!!!!!!
NOTA: 6,5
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Como disse Mrs Avellino para saiyd em Lost: Excellente!!!

Março pode ser ainda melhor...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Faroeste vive... e muito bem!

Por.: Gustavo Madruga

Os fãs do gênero western (incluindo este humilde crítico) não tiveram do que reclamar desta virada de 2007 para 2008, fomos agraciados por duas jóias: Os indomáveis e O assassinarto de Jesse James pelo covarde Robert Ford. Sendo assim, falarei brevemente sobre cada película.

Os indomáveis é um ótimo exemplo da renovação do gênero ao mostrar um vilão bonito e carismático (Russel Crowe), que precisa ser escoltado até um trem que partirá de Yuma, por um rancheiro endividado (Christian Bale), com deficiência física e que nunca tinha atirado em ninguém, a não ser em coelhos selvagens. O que nosso herói não esperava, era a implacável perseguição que iria sofrer pelos capangas de Ben Wade (o bandido em questão), o que acabou tranformando a viagem numa emocionante odisséia.


Podemos notar a completa extição do glamour que rodeia o mocinho (algo praticamente inalgurado com o filme Os imperdoáveis de 1992), além de apresentar diálogos marcantes, que durante todo o filme expressa os conflitos referentes à antogonia existente entre os personagems centrais. Além destes diálogos, este bom roteiro nos oferece um final interessante. A fotografia manteve-se regular, tendo os seus pontos fortes nos momentos ensolarados.

DESTAQUES: As belíssimas atuações de Christian Bale e Russel Crowe (que podia render ao menos uma indicação ao Oscar); e os ótimo eveitos sonoros.

NOTA 8,5

O assassinato de Jesse James... frustra os sedentos por tiroteios, mas anima aqueles que gostam de diálogos recheados de tensão psicológica. O filme retrata os últimos mêses de vida do bandido mais famoso do oeste americano Jesse James (muito bem interpretado por Brad Pitt) e as suas relações - extremamente delicadas - com os componentes de sua quadrilha até ser assassinado por um deles.


A película possui uma linda fotografia - principalmente nos momentos nublados - o que acabou rendendo uma indicação ao Oscar. As atuações foram bastante seguras, podemos nos deleitar num Brad Pitt maduro e determinado em seu papel como sempre foi. A grande surpresa (pelo menos para mim) foi o coadjuvante Casey Affleck (também indicado ao Oscar) que soube interpretar com delicadeza o jovem de 20 anos que transita da inocência da pouca idade, ao fardo de se tornar o assassino de uma das figuras mais conhecidas dos Estados Unidos.


DESTAQUES: Ótima fotografia; Casey Affleck em sua ótima atuação; os excelentes planos de câmera oferecidos pelo diretor Andrew Dominik nas cenas de tiro.

NOTA 8,0

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Janeiro: Um péssimo mês para assistir filmes!




Por Gustavo Madruga

Enfim chegou janeiro e as tão esperadas férias, logo me enchi de esperanças em relação à quantidade de filmes que iria assistir neste mês. Logo veio a dura realidade: cerveja com amigos, praia, festas e outras atividades típicas das férias (ou pelo menos das minhas férias) impidiram a realização de um sonho, assistir um filme por dia. O resultado final desta tentativa foi apenas sete filmes vistos.



A lista varia entre filmes como "Amarelo Manga", o ótimo faroeste "Os indomáveis", e até um clássico do cinema pornô "Taboo - american style".


A "enorme" lista está abaixo:


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- Amarelo Manga (drama - Brasil, 2002)
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- Show de vizinha (The girl next door, Comédia - EUA, 2004)
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- Donnie Darko (Idem Suspense - EUA, 2001)
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- Taboo - American Style (Idem, Clássico/Pornô - EUA, 1982)
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- A morte do presidente (Death of a president, Drama/Policial/Suspense - Reino Unido, 2006)
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- Os indomáveis ( 3.10 to Yuma, Faroeste - EUA, 2007)
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- O espanta tubarões ( Shark Tale, Animação - EUA, 2004)

Espero que o mês de março seja melhor, já que fevereiro já está praticamente na metade e os prognósticos também não são nada bons!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Why so serious? - Adeus Heath Ledger!

Estava eu bem tranquilo na casa da minha noiva assistinto o "Jornal Nacional", quando William Bonner dá a notícia: "O ator Australiano Heath Ledger foi encontrado morto no seu apartamento". Nesse momento não me contive e soltei um enorme PUTA QUE PARIU!!! Fiquei muito triste não apenas pela morte em si, mas também pelas circunstâncias que ela foi causada: drogas.



No mesmo momento em que a notícia foi dada, me lembrei no exato momento da morte de outro jovem ator que estava sendo uma grande promessa do cinema, trata-se de River Phoenix (Ator que ficou conhecido principalmente por atuar no filme conta comigo e por representar o jovem Indiana Jones, além de vários outros trabalhos). Phoenix também morreu por causa das drogas em frente à boate do seu amigo Johnny Depp em outubro de 1993.





Vá em paz Ledger, e que a próxima vida seja bem melhor que essa!


PS: Lembrando aos leitores que eu ainda estou de férias e este texto foi algo extraordinário. Volto ao normal a partir de fevereiro!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Novo cartaz de Indiana Jones e o Reino da caveira de cristal


Foi divulgado o novo cartaz do quarto filme de Indiana Jones, que continua sendo estrelado pelo galã da terceira idade Harrison Ford e dirigido por Steven Spielberg.

Notem que o cartaz possui as mesmas caracteristicas gráficas dos cartazes anteriores,o que nos dá um aspécto bem retrô.



A obra é assinada por Drew Struzan, o mesmo que produziu os antigos cartazes da série, além dos cartazes de Star Wars.

O filme estréia mundialmente no dia 22 de maio de 2008.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A marca da forca - Papo cabeça num filme de faroeste!


Perambulando por blobs parceiros, percebi a carência de posts a respeito de um gênero cinematográfico que até pouco tempo atrás (uns 25 anos) era bastante popular: o faroeste. Resolvi então escrever sobre um filme deste estilo, aproveitando a deixa dada por Hollywood que lançará quatro novos títulos a partir do final deste ano.

Sendo assim, escolhi escrever um texto sobre algum filme estrelado por Clint Eastwood, pois além de ser um grande ator, seus filmes (com raríssimas excessões) não utiliza a velha trama de western: o índio é o vilão que impede o progresso americano, sendo justificada assim a sua dizimação.

Vamos deixar de enrolação e falemos do filme!

"A marca da forca" foi o primeiro filme de western americano atuado por Eastwood, mas este já possuia o status de "estrela do faroeste" por sua atuação em "três homens em conflito", clássico dirigido pelo italiano Sérgio Leone. De fato, nosso mocinho não frustrou as espectativas dos produtores americanos; sua atuação foi bastante convincente, o que proporcionou varias outras produções na terra de Tio Sam.

O filme conta a história de Jed Cooper (Eastwood) um criador de gado que é confundido com um ladrão e assassino pelo grupo do corrupto capitão Wilson (Ed Begley). Cooper é espancado, crivado de balas e enforcado, mas por incrivel que pareça ele conseguiu sobreviver! Alindo-se a um juiz da cidade onde aconteciam todos os julgamentos da região, Cooper se torna Ranger e sai a procura daqueles que cometeram esta injustiça.

Deste western, que possui um fómula tão simples, podemos retirar algumas discussões a respeito do papel da justiça da época (como também do atual momento); além de um longo debate acerca da pena de morte, já que o herói em questão era totalmente contra a aplicação da pena capital até mesmo naqueles que um dia foram os seus carrascos, genrando fortes diálogos entre Cooper e o implacável juíz que nunca abria mão de ver os seus reús balançando numa corda.

Sinceramente nem eu, como grande fã deste gênero, esperava encontrar neste filme uma discussão tão polêmica, profunda e atual como esta. Além de expor o modo em que as mortes dos condenados eram banalizadas; mulheres e crianças iam para a praça pública assistir as execussões como se fossem simples peças teatrais.

Por fim, convido os nosso amigos blogueiros a ampliar as suas percepções sobre os Westerns, e quebrarem também um pouco do preconceito que este estilo tanto sofre.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Planeta terror - Embarque na viagem de Rodriguez!

POR GUSTAVO MADRUGA

Uma cidade contaminada com um vírus capaz de transformar todos em zubis. Calma! Não se trata de mais um filme baseado em jogos de video game. Mortos vivos? sim, mas não é apenas mais um filme clichê do gênero. Aliás, o diretor Robert Rodriguez, assim como Tarantino (com seu filme que integra junto com Planeta Terror o GrindHouse), cria jargões de filmes de horror tipo B propositalmente; aqueles que não comungam (ou apenas não conhecem) os verdadeiros objetivos deste projeto, possivelmente não gostará do filme.

Para aqueles que possuem um pequeno Rodriguez dentro de si (como este humilde cinéfilo que vos escreve) esta é uma obra prima! O excesso de de cenas absurdas deixa o filme com uma caracteristica singular: em qual filme veremos um pirralho de 8 anos atirar na própria cabeça? (os concervadores podem reclamar!) Ou uma stripper que no lugar de uma das pernas possui uma potente metralhadora? Quem sabe um lunático colecionador de testículos?
Sangue e menbros mutilados não podiam deixar de marcar presença na película dando-lhe um aspécto grosseiro, nojento(isso é lógico!) e quase sempre engraçado! a fotografia se destaca por transmitir uma textura bastante suja e com cores opacas, dando a impressão de que o rolo estava enterrado a mais de cinqüenta anos. O tipo de montagem dinâmica também colabora nesta caracterização. E é justamente uma falha proposital nesta área, que deve irritar os espectadores com hormônios mais aflorados; uma cena bastante sensual é interrôpida abruptamente por um aviso que diz: "esta parte do rolo foi perdida".

Pessoas com péssimo humor e de estomago fraco por favor não assistam este filme. Ele foi feito justamente para pessoas que possuem um mínimo da loucura Robertarantiniana (um bom neologismo!), sem busca de respostas morais, pedantismos cinematográficos, ou questões do tipo: como isso pode acontecer? que filme mentiroso!

Apenas sentem, assistam, se divirtam, e o mais importante: VIAGEM nesta idéia!

PS: futuramente postagens sobre "À prova de Morte" e dos trailers fictícios que compõem o GrindHouse

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Nascido para matar: a guerra antes da batalha!

Por: Gustavo Madruga

A guerra começa antes do campo de batalha, essa é a primeira impressão transmitida pelo filme "Nascido Para Matar"(Full Metal Jacket), penúltima obra do diretor Stanley Kubrick que retrata a guerra do Vietnã de maneira bastante singular: o quartel é problematizado na primeira parte do filme e as cenas de maior impacto psicologico são referentes ao treinamento militar.

Logo de início, nos deparamos com uma cena simples, mas se vista com olhos mais aguçados, podemos perceber que no momento em que as cabeças dos soldados são raspadas a mudança não é só estética, a inocência e outros sentimentos que os classificam como humanos são deixados para trás; agora são apenas máquinas a serem programadas. O maior exemplo disto, é o modo como o recruta Gomer Pyle (Vincent D'Onofrio em grande atuação) sofre uma metamorfose de maneira inversa: de humano à animalesco, o jeito infantil dá lugar ao instinto assassino, que acaba se voltando para o seu próprio criador, o sargento Hartman.
No ambiente de treinamento, é impossível não ser impregnado pelo espírito bélico, ele não está presente somente nas atividades e nos treinamentos, mas também na religião. A oração feita pelos recrutas antes de dormir mostra que o deus, o santo protetor e o anjo da guarda se resume a um objeto: o rifle.

No próprio cartaz do filme podemos observar um curioso paradoxo; um símbolo utilizado pelos Hippies na década de 60 significando a paz, ao lado da frase nada pacífica "Born to Kill"(Nascido para matar). Seria uma mostra indireta do ideal bastante difundido na época (e também nos dias de hoje como no Iraque) de que "o objetivo da guerra é a paz"? Pergunta que fica no ar...
Na segunda parte do filme onde os recrutas já "transformados" em soldados estão no Vietnã, podemos ver elementos diferentes dos abordados até então em filmes do gênero, por exemplo: prostituição como uma das principais formas de interação entre americanos e vietnamitas. Os dialogos fortes se tornaram banais pelo fato de Platoon (lançado um ano antes) já ter tocado bastante nesta tecla.

Os fanáticos por filmes de guerra não podem deixar de assistir (e reassistir!) este belo filme que considero um grande clássico do gênero.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Cidade Baixa

Por: Gustavo Madruga

Este é um filme que me deixou um pouco perplexo. Não sei se essa perplexidade se deu pela forma crua em que as personagens e o meio (cenário) são apresentados, ou pelas metáforas (muito inteligentes por sinal).

Perguntei-me: por que só vi este filme agora? Confesso que temi ser mais um filme brasileiro com velhos clichês, como a visão sobre a pobreza ou mais um romance urbano cheio de dramas. Vi que não era nada disso. Logo de inicio nos vemos em um “botequim” sujo e cheio de bêbados, sendo este o cenário onde os protagonistas se conhecem. Rapidamente somos introduzidos ao estilo de vida da personagem da ótima atriz Alice Braga.

Em seguida vem uma das cenas que mais me deixou inquieto: a rinha de galos. Logo depois esta cena confirma-se enquanto metáfora no momento em que o personagem de Wagner Moura é esfaqueado. Existe aí uma profunda comparação entre homem e animal, como o homem às vezes tem que conquistar algo através da briga ou apenas tentar marcar o seu espaço como é mostrado na cena final do filme, onde os protagonistas se agridem motivados pelo amor de uma prostituta. Aliás, esta ultima cena abre espaço para outra discussão, a banalização da violência. Os moradores da rua onde os personagens se digladiam observam com grande naturalidade este fato.
A linguagem do filme é bastante convincente, as gírias trejeitos e vícios lingüísticos da região é muito bem explorado. Isso se deve tanto por causa dos atores serem baiano quanto pela ótima direção de Sérgio Machado. As atuações foram excelentes, a transformação de Lázaro Ramos de cara franzino e engraçado num homem forte fisicamente e de pouco humor é de se tirar o chapéu.

Alice Braga merece também grande destaque por ter exprimido tão bem a realidade de uma prostituta, desmistificando todo o glamour que é erroneamente atribuído a esta profissão através de novelas e alguns péssimos filmes.

Falando da parte técnica, a fotografia foi impecável (um recurso em que o Brasil mostra qualidade para americano nenhum botar defeito), sufocante quando necessário e suave em raros momentos. De inicio a montagem foi confusa, mas aos poucos nos moldamos a maneira de como o filme é apresentado.

Cidade baixa é um filme forte e inquietante, e com certeza merece um lugar de destaque no rol de bons filmes brasileiros.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Piratas do Caribe: Que vá para o fim do mundo!

Por Gustavo Madruga






Decepção, Não há palavra que combine melhor com este filme que custou 300 milhões, mas que eu pagaria 600 para apagá-lo do mapa.

A trama desenvolve-se a partir da tentativa de resgate(sendo liderado por Capitão Barbossa e Will Turner) do excêntrico pirata Jack Sparrow, que está preso no mundo dos mortos. A partir deste acontecimento, articula-se uma organização de piratas a fim de travar a batalha final contra a armada real inglesa.

A primeira cena que eleva o nível de ridicularidade, é justamente a primeira em que Sparow dá as caras: aquele monte de "Sparows" e um navio sendo levado ao mar por "carangueijos-pedras-inteligentes" é dar um tapa na cara de qualquer espectador com Q.I. acima de 10.

A comédia foi outro ponto fraco. ela foi bastante artificial e forçada, sendo incutida em cenas que não precisavam deste "toque". Até as batalhas foram contaminadas com a "ruindade" do filme: as lutas nos navios eram um misto de Tarzan com apresentações do Cirque du Soleil, as cordas nunca acabavam!

Quando assisto filmes como este, fico triste com tamanho gasto de recursos numa obra medíocre e ao mesmo tempo valorizo ainda mais genios que com pouco dinheiro fizeram grandes películas como: Cães de Aluguel, Platoon, entre outros.

Não escreverei mais do que estas linhas, este suplício cinematográfico não merece que eu gaste mais tempo.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Tyson no cinema!

POR GUSTAVO MADRUGA


A vida do ex-pugilista Mike Tyson será o tema de um documentário dirigido por James Toback.

O longa será editado a partir de 30 horas de entrevistas com o lutador, além de depoimentos de parentes e amigos desta figura bastante polêmica.

A biografia de Tyson renderia sem dúvidas um ótimo filme. Sua vida é repleto de dramas, polêmicas e altos e baixos.

A previsão de término da produção do documentário é o final do outono americano.

segunda-feira, 12 de março de 2007

21 anos de Platoon

Por: Gustavo Madruga

Este ano,um dos melhores filmes de guerra do cinema completa 21 anos e, há 20 ganhava os principais prêmios de cimema: Oscars, Globo de Ouro e Urso de Prata (Melhor diretor).

Filme que retrata a guerra do vietnã, na ótica do jovem recruta Chris Taylor(Charlie Sheen), Platoon tem como diferencial, em relação a grande maioria dos filmes de guerra, a não utilização de "americanismos". O filme não se preocupa em mostrar uma batalha do bem contra o mal, mas sim expor sem nenhum pudor, o lado cruel e desumano da guerra. Além de fazer uma pesada crítica ao sistema de classes - tanto econômicas quanto hierárquicas - dentro do exército.

Ser escrito e dirigido por um ex-combatente no Vietnã (Oliver Stone), contribuiu para que a película adquirisse um caráter verdadeiro e imparcial.

Este foi um dos filmes mais lucrativos de Stone, arrecardando só nas salas americanas U$137 milhões, tendo custado apenas U$ 6 milhões.

terça-feira, 6 de março de 2007

trailer de Obrigado por fumar!

Como no post abaixo o trailer não pegou,tentaremos no modo mais fácil!

Obrigado por fumar



Esta maravilhosa comédia conta a história de Nick Naylor (Aaron Eckhart - Dália Negra), um porta voz defensor da indústria tabagista, e suas artimanhas na tentativa melhorar - ou apenas maquiar - a imagem do cigarro e seus fabricantes,mesmo sendo alvo do ódio e do desprezo da sociedade.Para isso Nick tem como arma a sua ótima oratória e seu grande poder de persuasão.

O filme põe o dedo na ferida do comércio de cigarros sem pieguices ou usos de fórmulas manjadas em filmes de denúncias, pelo contrario, age de forma simples e com um cinismo bem dosado, deixando a trama divertida e envolvente. Outro fator positivo no filme é o modo de como é narrado (pelo próprio Nick) e da maneira irreverente de como são apresentados algumas personagens e partes menores, mas não menos importantes do filme. O ar explicativo possui características de documentário, não diminuindo a comédia, apenas dando-lhe um toque mais sofisticado.

A qualidade do filme eleva-se com as boas atuações de Katie Holmes (Batman Begins), que vive uma repórter que usa da sensualidade para conseguir o que quer; Robert Duvall, que mesmo aparecendo pouco, mantem-se impecável; e William H. Macy (Magnólia), que vive um excêntrico senador e combatente fervoroso do cigarro, e por tabela, acaba sendo o grande inimigo do nosso protagonista.

Após assistirmos a este filme, é impossível olhar para um simples maço de cigarros com os mesmos olhos.Vale a pena assisti-lo!

Por Gustavo Madruga