
Esforço não precisa ser sinônimo de forçoso. Isso foi o que eu extrai em termos de conhecimento cinematográfico ao ver em letras garrafais o titulo do filme após a ultima cena. Digo isto, pois, não foi nada mais do que forçado querer passar-nos uma suposta verdade na qual acredita Claúdio Assis. Alias, este moldou sua pelicula com um emaranhado de histórias que formam um painel no minimo estereótipado do cidadão brasileiro, afinal, não só existem brasileiros persistentes, mas tambem aqueles que se entregam fácil, que desistem, frente a uma monotonia e melancolia do simples fato de existir.
Acho que esse é o discurso do filme na minha ótica: o Existir. Isso fica bem claro numa das mais bem centradas histórias, a da ligia, que sempre abre o seu bar esperando para fecha-lo, nunca encontrando algo de novo, parecendo um "eterno retorno", um tempo cíclico. E o que dizer Isaac, que espera alguem morrer para satisfazer seu desejo necrófilo. Estas micro-histórias porém nos parece em termos de metodologia bastante etnográficas no que toca a sua construção. Afinal, não parece nada mais do que simples meras descrições, aquele algo repetitivo que aflinge a quem vive, o simples ato de ver tv por não ter o que fazer ou de mostrar as partes intimas para ver algo novo. É uma mera empiria de alguem que suprime em uma telona de poucos metros quadrados e em pouco tempo, algo que abrange varias localidades e um espaço-tempo bastante extenso.
Acho que esse é o discurso do filme na minha ótica: o Existir. Isso fica bem claro numa das mais bem centradas histórias, a da ligia, que sempre abre o seu bar esperando para fecha-lo, nunca encontrando algo de novo, parecendo um "eterno retorno", um tempo cíclico. E o que dizer Isaac, que espera alguem morrer para satisfazer seu desejo necrófilo. Estas micro-histórias porém nos parece em termos de metodologia bastante etnográficas no que toca a sua construção. Afinal, não parece nada mais do que simples meras descrições, aquele algo repetitivo que aflinge a quem vive, o simples ato de ver tv por não ter o que fazer ou de mostrar as partes intimas para ver algo novo. É uma mera empiria de alguem que suprime em uma telona de poucos metros quadrados e em pouco tempo, algo que abrange varias localidades e um espaço-tempo bastante extenso.

São varios dramas urbanos que sintetizam a banalização da individualização: Poucos ali se importam com o ser que habita em todos, mas sim no que há nele proprio. Esse é um sentimento pós-moderno que Claudio quer trazer para todos, atraves de uma mulher crente (altamente estereótipada por sinal) que por ver no seu marido um traidor, libera o que tinha guardado por muito tempo: sua vontade de ser o que bem queria. Acho que nesses pontos encontram-se os elementos frageis dessa obra, o quanto ela pode ser determinista e normatizador em suas demonstrações de vidas pessimistas,depressivas e ainda mais sem esperança.

Entendo que no final de tudo, claudio tentou no seu esforço, nos chocar com suas ideias de verdade, mas que porém soou bastante forçado no sentido de que para ele, parece bastante plausivel e "normal".
Nota: 6,5.
Nota: 6,5.










