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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Faroeste vive... e muito bem!

Por.: Gustavo Madruga

Os fãs do gênero western (incluindo este humilde crítico) não tiveram do que reclamar desta virada de 2007 para 2008, fomos agraciados por duas jóias: Os indomáveis e O assassinarto de Jesse James pelo covarde Robert Ford. Sendo assim, falarei brevemente sobre cada película.

Os indomáveis é um ótimo exemplo da renovação do gênero ao mostrar um vilão bonito e carismático (Russel Crowe), que precisa ser escoltado até um trem que partirá de Yuma, por um rancheiro endividado (Christian Bale), com deficiência física e que nunca tinha atirado em ninguém, a não ser em coelhos selvagens. O que nosso herói não esperava, era a implacável perseguição que iria sofrer pelos capangas de Ben Wade (o bandido em questão), o que acabou tranformando a viagem numa emocionante odisséia.


Podemos notar a completa extição do glamour que rodeia o mocinho (algo praticamente inalgurado com o filme Os imperdoáveis de 1992), além de apresentar diálogos marcantes, que durante todo o filme expressa os conflitos referentes à antogonia existente entre os personagems centrais. Além destes diálogos, este bom roteiro nos oferece um final interessante. A fotografia manteve-se regular, tendo os seus pontos fortes nos momentos ensolarados.

DESTAQUES: As belíssimas atuações de Christian Bale e Russel Crowe (que podia render ao menos uma indicação ao Oscar); e os ótimo eveitos sonoros.

NOTA 8,5

O assassinato de Jesse James... frustra os sedentos por tiroteios, mas anima aqueles que gostam de diálogos recheados de tensão psicológica. O filme retrata os últimos mêses de vida do bandido mais famoso do oeste americano Jesse James (muito bem interpretado por Brad Pitt) e as suas relações - extremamente delicadas - com os componentes de sua quadrilha até ser assassinado por um deles.


A película possui uma linda fotografia - principalmente nos momentos nublados - o que acabou rendendo uma indicação ao Oscar. As atuações foram bastante seguras, podemos nos deleitar num Brad Pitt maduro e determinado em seu papel como sempre foi. A grande surpresa (pelo menos para mim) foi o coadjuvante Casey Affleck (também indicado ao Oscar) que soube interpretar com delicadeza o jovem de 20 anos que transita da inocência da pouca idade, ao fardo de se tornar o assassino de uma das figuras mais conhecidas dos Estados Unidos.


DESTAQUES: Ótima fotografia; Casey Affleck em sua ótima atuação; os excelentes planos de câmera oferecidos pelo diretor Andrew Dominik nas cenas de tiro.

NOTA 8,0

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A marca da forca - Papo cabeça num filme de faroeste!


Perambulando por blobs parceiros, percebi a carência de posts a respeito de um gênero cinematográfico que até pouco tempo atrás (uns 25 anos) era bastante popular: o faroeste. Resolvi então escrever sobre um filme deste estilo, aproveitando a deixa dada por Hollywood que lançará quatro novos títulos a partir do final deste ano.

Sendo assim, escolhi escrever um texto sobre algum filme estrelado por Clint Eastwood, pois além de ser um grande ator, seus filmes (com raríssimas excessões) não utiliza a velha trama de western: o índio é o vilão que impede o progresso americano, sendo justificada assim a sua dizimação.

Vamos deixar de enrolação e falemos do filme!

"A marca da forca" foi o primeiro filme de western americano atuado por Eastwood, mas este já possuia o status de "estrela do faroeste" por sua atuação em "três homens em conflito", clássico dirigido pelo italiano Sérgio Leone. De fato, nosso mocinho não frustrou as espectativas dos produtores americanos; sua atuação foi bastante convincente, o que proporcionou varias outras produções na terra de Tio Sam.

O filme conta a história de Jed Cooper (Eastwood) um criador de gado que é confundido com um ladrão e assassino pelo grupo do corrupto capitão Wilson (Ed Begley). Cooper é espancado, crivado de balas e enforcado, mas por incrivel que pareça ele conseguiu sobreviver! Alindo-se a um juiz da cidade onde aconteciam todos os julgamentos da região, Cooper se torna Ranger e sai a procura daqueles que cometeram esta injustiça.

Deste western, que possui um fómula tão simples, podemos retirar algumas discussões a respeito do papel da justiça da época (como também do atual momento); além de um longo debate acerca da pena de morte, já que o herói em questão era totalmente contra a aplicação da pena capital até mesmo naqueles que um dia foram os seus carrascos, genrando fortes diálogos entre Cooper e o implacável juíz que nunca abria mão de ver os seus reús balançando numa corda.

Sinceramente nem eu, como grande fã deste gênero, esperava encontrar neste filme uma discussão tão polêmica, profunda e atual como esta. Além de expor o modo em que as mortes dos condenados eram banalizadas; mulheres e crianças iam para a praça pública assistir as execussões como se fossem simples peças teatrais.

Por fim, convido os nosso amigos blogueiros a ampliar as suas percepções sobre os Westerns, e quebrarem também um pouco do preconceito que este estilo tanto sofre.